Empreender: algumas verdades não tão certas assim

Alguns chavões repetidos à exaustão acabam por vezes enganando quem ainda não entende muito de determinado assunto. É o que Goebbels, chefe de propaganda do nazismo na Alemanha dizia: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Pois no mundo do empreendedorismo – pelo fato de ser recente esta grande quantidade de empreendedores em nosso país – ainda existem várias “verdades” não tão corretas assim.

 

A primeira diz respeito ao “ser chefe de si mesmo”. Sendo empreendedor, por mais que você não tenha que responder de forma hierárquica a ninguém, você está a mercê de diversas pessoas – ao menos na fase inicial do negócio -, como seus clientes, seus parceiros e seus funcionários (que por vezes dependem do bom funcionamento do empreendimento para sobreviverem). São os seus “chefes”.

 

Outro questionamento na forma de verdade diz respeito a possibilidade de se ficar rico com o seu negócio próprio. É bem verdade que alguns (poucos) conseguem – seja por senso de oportunidade, por negócios obscuros ou até mesmo por um pouco de sorte – mas não é a realidade da grande maioria; você tem mais probabilidade de, trabalhando bem, ter uma empresa próspera e que atenda bem os clientes de seu bairro do que efetivamente ficar rico.

 

Para quem já trabalhou em empresas, ademais, é mais fácil se tornar empreendedor? Na maioria das vezes, não. A verdade é que o mundo corporativo, por fracionar muito as tarefas, não dá aos funcionários a visão do todo – não os preparando, assim, para abrir o seu próprio negócio, quando precisamos ter uma visão mais completa, do todo.

 

A questão de pedir ou não ajuda também é algo que vem à tona quando da ideia de abrir algum negócio. Por vezes, com medo de futuramente ter de ceder parte da empresa, alguns empreendedores relutam em pedir ajuda, e acabam por quebrar a cara caso não conheçam o ramo em que tentam se inserir. É muito importante deixar o orgulho de lado e pedir ajuda – desde que para as pessoas certa. Ter um sócio também é normalmente vantajoso, a fim de ter com quem compartilhar os problemas que (com certeza) surgirão.

 

Uma verdade, porém, que subsiste é a questão do investimento inicial. Não há como abrir um negócio sem qualquer dinheiro disponível – a não ser que seja uma parceira onde alguém invista o dinheiro e o outro sócio a parte intelectual da coisa. Mas o certo é que a parte mais vulnerável do empreendimento sempre será a que não investiu financeiramente.

 

O mundo dos negócio é ingrato. Com a crise, o consumo em nosso país decaiu muito, e muitas empresas fecharam as portas. Porém, não é o caso de desistir de empreender, mas de ter mais cuidado na hora da decisão. Não agir por impulso e ter sempre com quem contar para auxiliar com conselhos e escolhas sempre será essencial – podendo ser a diferença entre o sucesso e a ruína de sua empresa.

 

O Sebrae é um órgão que pode lhe auxiliar para a formação de sua empresa: http://bit.ly/2frK1rh

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