Mitch Lowe fala sobre a sua nova empresa MoviePass e sobre a RedBox

Mitch Lowe, esteve presente numa palestra da Campus Party 2017, em São Paulo, para uma plateia que teve a oportunidade de ouvir a experiência do co-fundador da Netflix e atual CEO da Movie Pass sobre algumas situações que o próprio viveu enquanto trabalhou pelas empresas que integrou, bem como explicar qual será o futuro da sua nova start-up e os novos projetos para o futuro.

Lowe teve a oportunidade de falar sobre a empresa anterior onde foi presidente em 2009: a RedBox. Neste momento, a Redbox conta com máquinas distribuídas por lojas, restaurantes fast food, mercearias ou farmácias e apresenta um lucro anual de cerca de 2 bilhões de dólares. A empresa surgiu em cooperação com a McDonalds no sentido de conseguir encontrar uma alternativa para contrariar a crise que a cadeia de fast-food norte-americana estava a sofre na época. Lowe foi então contratado pela McDonalds e apostou nesta empresa que aposta na venda de itens de mercadoria e aluguer de filmes nos estacionamentos dos restaurantes do McDonalds, a um preço acessível. Com o aparente êxito do aluguer de filmes, a Redbox voltou-se simplesmente para esse mercado. Ironicamente, a McDonalds decidiu descontinuar a ideia de Lowe, muito por causa das recomendações de analistas que davam a distribuição digital de filmes como o passo a seguir pela empresa, apesar do sucesso e da boa aceitação do público norte-americano à ideia de Lowe.

Neste momento, o CEO norte-americano aponta as suas atenções para a Movie Pass que é considerada por muitos, a Netflix direcionada para os cinemas. O objetivo da empresa é reformular a forma como nós adquirimos e consumimos cinema. O serviço funciona à base de um cartão e um smartphone. O cartão enviado pela empresa funciona como um cartão de crédito e permite que o utilizado veja um filme 2D por dia, tendo um custo fixo mensal. Lowe pretende assim trazer as pessoas de volta às salas de cinema e espera que desta forma seja possível competir de igual forma com as empresas de distribuição digitais como a Netflix ou Amazon, ou com empresas de distribuição física de filmes, como a empresa que criou em 2003. O CEO da MoviePass mantém as expectativas em alta para o serviço que oferece, afirmando mesmo que espera que a MoviePass tenha o mesmo sucesso e impacto que teve a Netflix há alguns anos atrás.

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