Marcio Alaor do Banco BMG informa sobre os impactos da redução do fluxo de imigrantes que chegam aos EUA

De acordo com uma pesquisa elaborada por economistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, já é possível observar uma desaceleração na imigração de pessoas vindas da América Latina para os Estados Unidos, mesmo sem a existência do muro que o presidente Donald Trump já declarou querer construir, noticia Marcio Alaor, executivo do Banco BMG.

Os economistas Chen Liu, Craig McIntosh e Gordon Hanson foram além, e durante uma conferência na Brookings Institution, apresentaram um trabalho defendendo que o grande problema dos Estados Unidos para o futuro próximo não é combater o número de trabalhadores estrangeiros no país, e sim aprender a viver com pouca mão de obra de imigrantes.

Segundo eles, os países da América Latina estão passando por um período de crescimento mais lento na oferta de mão de obra e, consequentemente, ocorrerá uma queda no fluxo de imigrantes jovens e com pouca qualificação que vão tentar a vida nos Estados Unidos. Tudo isso independente da implementação dessas novas de controle imigratório defendidas pelo governo Trump, informa o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

Entre as promessas feitas durante a campanha de Donald Trump, uma das mais polêmicas foi em relação a construção de um muro na fronteira sul do país com o México, o qual ainda seria pago pelo próprio governo mexicano, de acordo com Trump. Essa proposta ainda tem causado muitas controvérsias no Senado dos Estados Unidos, devido ao impacto negativo que essa medida poderia trazer internacionalmente caso seja de fato aprovada.

Antes mesmo de Trump assumir a presidência, a imigração ilegal já apresentava uma visível tendência de queda. Tanto pelos fatores citados pelos economistas, como também pelo aumento no controle de fronteira, a qual foi intensificada desde os anos 2000 através de um aumento no número de agentes da Patrulha de Fronteira do país, reporta Marcio Alaor, do Banco BMG.

Além disso, os demais países do continente americano, apesar dos períodos esporádicos de crise, estão apresentando um crescimento econômico mais estável, o que tem reduzido a desigualdade de renda entre eles e os Estados Unidos.

Consequências da redução de mão de obra imigrante

Durante a conferência na Brookings Institution, os economistas Liu, McIntosh e Hanson destacaram ainda que com essa queda na oferta de mão de obra pouco qualificada, a tendência é de que aumentem os investimentos no setor de automação, de modo que sejam encontradas alternativas através das máquinas e computadores para substituir o trabalho feito por esses imigrantes, informa o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

As consequências mais perceptíveis deverão ocorrer nos segmentos em que a mão de obra dos imigrantes ainda é muito utilizada, como na agricultura, na construção civil e em restaurantes e lanchonetes.

Como conclusão, os economistas destacaram que os Estados Unidos estariam retrocedendo caso realmente adotem essas políticas anti-imigratórias que impedem fluxos de mão de obra estrangeira de entrarem no país, noticia Marcio Alaor, executivo do Banco BMG. Ao invés disso, o objetivo deveria ser gerenciar a grande quantidade de imigrantes ilegais que residem há anos no país.

 

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