A crise não impede o empreendedorismo brasileiro, mesmo com pouca gestão

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O SEBRAE de São Paulo liberou o resultado de uma pesquisa feita em abril de 2017 sobre o perfil do Microempreendedor Individual (MEI) no estado e, surpreendentemente, os resultados foram muito favoráveis, mesmo na plena crise econômica brasileira: 86% dos empreendedores entrevistados se consideraram satisfeitos ou muito satisfeitos com o MEI.

A pesquisa levantada mostrou também que 79% dos entrevistados buscavam uma fonte de renda, 81% queriam a independência através de um empreendimento, 28% consideraram vantajosa a formalização por causa da legalidade, 23,3% viram como benéfico o pagamento de poucos impostos e 25% se tornaram MEI por estarem desempregados e por não conseguirem recolocação no mercado de trabalho.

Empreendedorismo em alta, gestão em baixa – Parte I

Infelizmente, o SEBRAE-SP também constatou que os microempreendedores tem pouco conhecimento de administração para seus negócios e de seus direitos trabalhistas: 47,4% dos entrevistados não faziam o controle mensal das vendas de seus empreendimentos, 40,6% não sabiam o que é a Declaração Anual do MEI (a falta do cumprimento deste compromisso torna o negócio irregular e acarreta multa), quase 50% já atrasaram alguma mensalidade do regime, 23% não recolheram parcela alguma vez, 42,7% desconheciam que é possível se aposentar por idade sendo MEI, 56,8% não tinham conhecimento do direito ao auxílio-doença e 60,7% não sabiam que podiam gozar do auxílio-maternidade.

Empreendedorismo em alta, gestão em baixa – Parte II

O resultado obtido pela pesquisa do SEBRAE mostrou ainda que 66% dos empresários entrevistados dedicaram de sete a mais horas diárias no empreendimento, 77,9% venderam e prestaram serviços na maior parte do tempo, 8,7% lidaram mais com a gestão e 20,9% se dedicaram às duas coisas. Os ramos nos quais os MEIs mais atuam são construção, vestuário e beleza, sendo que 40% deles mudaram o segmento que trabalhavam ao abrir o negócio. Numa escala de 0 a 10, sendo que quanto maior o valor melhor, os MEIs atribuíram a nota média 8,3 sobre o conhecimento técnico que possuem sobre o empreendimento. 69,8% dos entrevistados consideraram a emissão de nota fiscal uma possibilidade para ajudar nas vendas e 41,3% emitiram conforme os seus clientes solicitaram.

Em compensação, a nota relativa à gestão ficou em 6,5. A falha na parte administrativa se reflete no faturamento (em 2016 a média anual ficou em R$ 22,5 mil, bem abaixo do limite de R$ 60 mil. 35% dos MEIs conseguiram uma média anual de apenas R$ 10 mil), na falta de separar a vida pessoal da profissional (30,7% dos empresários tinham conta bancária jurídica, 72,3% usaram a conta física e 10,5% não possuíam conta alguma) e de não trabalhar com cartões de crédito e de débito (64,8%).

Fonte: Empreendedor

 

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