Veja por quais razões o mês de outubro apresentou elevada taxa de inflação

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprovou que a inflação sofreu ligeira elevação em se tratando de itens consumidos no país. Tal constatação se deu por meio dos dados fornecidos pelo Índice de Preços ao Consumidor, mecanismo mais conhecido apenas pela sigla IPCA. De acordo com o instrumento de análise financeira, o mês de outubro de 2018 alcançou o patamar inflacionário de 0,45%.

Embora a taxa obtida seja considerada menor do que a observada em setembro, trata-se do maior valor alcançado pelo país para o mês de outubro. Segundo informações divulgadas pelo IBGE, desde 2015 o percentual analisado não atingia o nível verificado.

O chamado “acumulado dos últimos dozes meses”, uma espécie de cálculo que mensura se a inflação está dentro de parâmetros estabelecidos, ultrapassou a meta para o período. Para o ano esperava-se que o índice inflacionário fosse de 4,5, com margem de tolerância de 6% para mais e 3% para menos. Sobre este valor, entretanto, o Brasil mostrou-se mais de 4% acima do estabelecido.

Ao se realizar o levantamento parcial do acumulado, considerando-se que o ano ainda não chegou ao fim, também se pode verificar aumento da taxa de inflação. Nesse caso, contudo, as oscilações da economia ocasionaram o índice de 3,81% em detrimento dos esperados 2,21%.

O segmento que responde por bebidas e alimentos teve grande peso sobre o aumento inesperado da inflação para o mês. Segundo a pesquisa, os itens provenientes desse setor contribuíram para um aumento inflacionário de 0,4%, comparando-se os meses de setembro e outubro. O tomate foi o alimento que mais colaborou para a expressiva alta, de acordo com divulgações realizadas pelo órgão.

O setor de transportes, por sua vez, embora tenha colaborado para a composição do aumento da inflação, conseguiu apresentar uma discreta diminuição, já que em setembro apresentava índice de 1, 69% e em outubro baixou para 0,92%.

Conforme esclarecem os dados da pesquisa, 70% das causas de aumento são provenientes dos dois setores citados. Outro segmento que mereceu destaque foi o de combustíveis. Dentre os itens que mais aumentaram de preço estão o etanol, a gasolina, o óleo diesel e o gás veicular.

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