Petrobras anuncia parceria com outras petrolíferas para expandir seus negócios

A gigante estatal Petrobras, anunciou que irá ser parceira de outras empresas petrolíferas na 2ª e 3ª tomada de licitações para o pré-sal, saindo da zona de restrição onde a empresa já exerce domínio de atuação. A divulgação da participação da Petrobras junto a novas empresas petrolíferas, foi feita no dia 24 de outubro de 2017, por Pedro Parente, atual presidente da Petrobras.

“A parceria é a maneira usual de se trabalhar nesta indústria e nós vamos de parceria. Temos que ser seletivos, dado o conjunto de boas áreas ofertadas, mas faremos lances somente nas áreas que terão potencialidade maior. Podemos disputar outras áreas além das três que já estamos com um bom direito assegurado. Claramente, dentro da nossa visão do potencial de todas as áreas, a participação da empresa será exclusivamente uma matéria de decisão econômica”, explicou Parente.

As três áreas citadas por Parentes são: Sapinhóa, Alto do Cabo Frio e Peroba. O presidente da Petrobras também disse que se aliar a novas empresas do ramo caso a Petrobras não consiga o direito de explorar sozinha em novas áreas, passa a ser uma das principais propostas da empresa como meio de expansão para os negócios, e tem como meta realizar parcerias a curto, médio e longo prazo.

“Se não formos os vencedores e o lance for justificado do ponto de vista econômico, nós vamos nos associar a esse grupo. Nós temos o direito de nos associarmos ao consórcio vencedor, o que apresenta uma proposta maior. A Petrobras tem a preferência e, portanto, pode ser a operadora”, ressaltou Parente.

A Petrobras irá realizar a venda de ativos na casa de US$ 21 bilhões segundo o presidente da empresa. Esse desinvestimento faz parte do plano de negócio estipulado como meta para o ano de 2017-2018. “Nós claramente mantivemos a nossa meta de desinvestimento, conforme anunciado, de US$ 21 bilhões até o final do ano que vem, mas ainda não podemos definir uma data porque é uma decisão que cabe ao conselho de administração da empresa, que vai levar em conta as condições de mercado. Já anunciamos algumas etapas importantes e estamos trabalhando forte para fazer logo que possível”, afirmou Parente.

 

87 novos projetos estão previstos para o segundo semestre de 2018, destaca Felipe Montoro Jens

No segundo semestre do ano que vem, um total de 87 projetos, conquistados por meio de concessões, estão previstos para começar a partir da assinatura dos contratos de financiamento e liberação dos recursos. A expectativa é de investimentos em torno de R$ 41,6 bilhões ao longo dos próximos anos. Independente do cenário político, esses são projetos já dados como certos, reporta o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

Trata-se de um levantamento baseado em dados do governo, que considera empreendimentos repassados à iniciativa privada ou que tiveram os contratos prorrogados entre abril de 2016 e agosto deste ano. Felipe Montoro Jens explica que, após o leilão, o prazo médio para um projeto entrar na fase de construção ou de investimentos efetivo é de um ano a um ano e meio.

Alguns dos projetos, inclusive, já poderão testar o novo modelo de financiamento aprovado por bancos comerciais e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permite uma maior participação do mercado de capitais, ressalta o especialista Felipe Montoro Jens.

A meta do Governo é, ainda, até o fim de 2017, licitar mais 33 projetos, o que, segundo o secretário de Coordenação de Projetos do PPI, Tarcísio Gomes de Freitas, pode impulsionar ainda mais os investimentos entre 2018 e 2019. “Os investidores internacionais já desconectaram a questão política da economia”, acentuou Freitas em declaração ao Estadão/Broadcast.

Felipe Montoro Jens destaca que duas rodovias paulistas, nove aeroportos e sete terminais portuários são alguns exemplos dos projetos que estão entre os que devem concluir o ciclo de maturação até o fim de 2018.

A expectativa do Governo com esses projetos, é que eles impulsionem a taxa de investimento e o Produto Interno Bruto (PIB). Nos últimos anos, houve uma forte retração da taxa de investimentos, que atingiu o auge de 21,8% do PIB em 2010 e, a partir de 2013, começou a cair, ficando em apenas 15,4% do PIB em 2016, reproduz o especialista em Felipe Montoro Jens. 

Os projetos

De abril de 2016 em diante, foram concedidos à iniciativa privada 87 projetos, a saber:

Abril de 2016 a outubro de 2016:

  • 35 linhas de transmissão

Investimentos: R$ 18,5 bilhões 

Novembro de 2016 a agosto de 2017:

52 projetos:

  • 2 rodovias paulistas
  • 9 aeroportos (quatro federais e cinco paulistas)
  • 7 terminais portuários (três novos e quatro renovações)
  • 1 rodada de óleo e gás de campos marginais
  • Desestatização da Celg-D
  • 31 linhas de transmissão
  • 1 renovação de concessão de geração da Hidrelétrica de Pery

Investimentos: R$ 23,1 bilhões

Entrada de novos investidores

  • Aeroportos:

Voa SP (Brasil)

Fraport (Alemanha)

Vinci Airports (França)

  • Rodovias:

Arteris (Canadá-Espanha)

Pátria Investimentos (Brasil)

  • Transmissão

EDP (Portugal)

Sterlite (Índia)

Elektro (Espanha)

Equatorial (Brasil)

  • Fusões e aquisições

Brookfield (Canadá)

State Grid (China)

China Communications Construction Company (CCCC -China)

Fundador da Madero lança nova rede, só que mais popular, para 2018

Apesar de não ter ficado claro se uma coisa teve relação direta com a outra, o fato é que, logo depois da compra, feita pelo apresentador Luciano Huck, de uma participação minoritária na rede de hamburguerias Madero, a empresa veio com esse projeto de uma nova marca a ser lançada por ela, considerando-se já certo o seu pleno funcionamento no próximo ano, 2018. A essa nova marca foi dado o nome de “Jeronimo”, e sua diferenciação está em ser essa bandeira mais barata que a outra, ainda que sejam previstos, no referido projeto de lançamento, investimentos de R$ 60 milhões, aproximadamente, até o final do ano que vem. E é justamente no fim de 2018 que, segundo as previsões, já se terá, ao todo, 20 lojas da Jeronimo em funcionamento, sendo que as primeiras unidades serão distribuídas entre três capitais de nosso país: Curitiba, Brasília e Porto Alegre.

O fundador da empresa em questão, Junior Durski, ao que tudo indica, manterá uma estratégia, com essa nova marca, de atender um público mais jovem, por meio de refeições mais rápidas. E, para se ter uma ideia da diferenciação de preço e, consequentemente, de público, podemos fazer uma simples comparação entre o valor do tíquete médio do Madero e aquele que será provavelmente o do Jeronimo: R$ 52, para o primeiro; R$ 29, para o segundo, assim sendo esse, claramente, 45% mais barato.

Quem analisar a questão desatento, no entanto, poderá até supor ser essa iniciativa “um tiro no próprio pé”, já que, em tese, uma rede poderia sobrepor-se à outra. Mas, olhando a questão com mais profundidade, como lembra Durski, está na diferenciação do público alvo o impeditivo para uma situação desse tipo. Valendo ainda pontuar sua última fala, quanto à pretensão de, ainda no próximo ano, lançar um terceiro projeto de rede, dessa vez mais cara. Afinal, inviável não é, já que ele complementou essa fala com a informação factual de que, “nos Estados Unidos, existem dezenas de marcas premium de hamburguerias”, e assim, supondo-se que, nos próximos dez anos, haverá cerca de sete grandes redes desse tipo em nosso país, adiantou a intenção de ser o dono de cinco delas.

 

Bitcoin, a moeda virtual que não para de se valorizar

Você sabe o que é bitcoin? Se ainda não conhece, prepare-se para mudar seus conceitos sobre dinheiro. As moedas tradicionais são fabricadas, via de regra, pelos bancos centrais de seus países (ou continente, no caso do Euro) de origem.

Sim, o bitcoin é uma moeda, mas, diferentemente das moedas que conhecemos, que precisam ser emitidas de verdade, em papel-moeda ou em moedas de metal, o bitcoin se diferencia por ser totalmente virtual.

Pois só em 2017, a moeda acumula valorização estratosférica, chegando a valer 6 mil dólares num único dia. Embora virtual, existe uma bolsa de valores dedicada a especular sobre o valor da moeda, com direito a cotações em relação a moedas do mundo “real”.

Outra diferença do bitcoin, ao compará-la a uma moeda física, é o seu processo de emissão. Se as cédulas em papel e as moedas são produzidas de acordo com as demandas recebidas nas respectivas casas da moeda, com o bitcoin o que determina sua emissão são operações matemáticas.

No caso, essas operações são uma espécie de desafio, em que computadores ligados em rede se propõem a resolver as questões. O processo, chamado de mineração, resulta em ganhos para as máquinas que solucionam os complexos cálculos, recebendo como recompensa a moeda virtual, o bitcoin.

Criada em 2009 por Satoshi Nakamoto, de quem ainda não se confirmou a identidade (seria ele também um ser virtual?), o bitcoin não deve gerar inflação, ao contrário das moedas físicas. Isso porque foi estipulado um limite de emissão de 21 milhões de unidades até o ainda distante ano de 2140.

Com o crescimento do mercado de bitcoins, alguns países já estão inclusive aceitando a moeda virtual como forma de pagamento para compras reais. Entre eles a Rússia e o Japão, que está aceitando bitcoins como forma de pagamento oficialmente desde abril de 2017.

Na contramão desses países, a China busca embarreirar o avanço da moeda virtual. Em território chinês criptomoedas (como são conhecidas as moedas virtuais) são expressamente proibidas, com medidas como proibição de atividades de câmbio e a abertura de capitais, conhecida pela sigla ICO.

Embora seja uma moeda presente apenas no mundo dos softwares, o bitcoin é regulado da mesma maneira que moedas comuns. Ou seja, é a lei da oferta e demanda que determina sua maior ou menor valorização.

 

Walmart inova oferecendo serviço de armazenamento na casa do cliente

Uma grande rede de lojas espalhada por todo o mundo, começou a testar um novo serviço que poderá ser oferecido aos seus clientes. O Walmart passou a testar a possibilidade de armazenar os produtos entregues na casa dos clientes. Ou seja, os alimentos comprados de forma online, por exemplo, poderão ser guardados na geladeira e na dispensa do cliente. O objetivo é prestar um serviço profissional de armazenamento deixando o cliente livre dessa responsabilidade.

O anúncio deste experimento realizado pelo Walmart, foi divulgada no dia 22 de setembro de 2017, e disse que esse serviço vem sendo implantado no Vale do Silício, em parceria com a August Home, empresa especializada em segurança e inteligência em fechaduras e acessórios.

“E se o Walmart pudesse ajudar famílias ocupadas como a minha, e assegurar que a minha geladeira sempre vai estar abastecida? E se criássemos um serviço que não só fizesse as compras de supermercado, mas também levasse tudo para minha casa e colocasse tudo diretamente na minha geladeira?”, questionou Sloan Eddleston, vice-presidente de estratégia de comércio eletrônico e operações comerciais do Walmart.

Após um pedido ter sido realizado com sucesso, o entregador entra na casa do cliente com um código de acesso único e exclusivo somente utilizado para essa finalidade. Caso o morador ou algum empregado atenda a porta, o código não será ativado. É nesse contexto que a August Home vem trabalhando. A empresa é a responsável por todo o serviço de segurança e a parte da geração dos códigos das fechaduras. Após esse serviço de entrega e armazenamento ter sido concluído, o entregador se retira da residência do cliente e a porta é bloqueada novamente.

As entregas são todas monitoradas pela empresa responsável e o cliente terá acesso total em tempo real as imagens feitas das entregas em sua residência. A inspiração para o serviço veio de “uma obsessão em ajudar os clientes não apenas na questão financeira, mas também na otimização de tempo”, diz Eddleston.

Essa é sem dúvidas uma das novidades que empresas consagradas como o Walmart vem desenvolvendo na disputa de mercado com a Amazon, a empresa de venda online mais poderosa do mercado.

 

Principal grupo editorial da Espanha planeja deixar a Catalunha

O Grupo Planeta, que é o principal conglomerado audiovisual e editorial da Espanha, declarou publicamente que irá transferir a sua sede da cidade de Barcelona para a capital Madri, após a declaração unilateral de independência da Catalunha feita recentemente por Carles Puigdemont, o líder político da região.

O grupo anunciou em um comunicado oficial que essa decisão foi tomada pelo seu conselho administrativo em decorrência do cenário de insegurança jurídica cada vez mais evidenciado na região da Catalunha. Para chegar a essa decisão, o conselho declarou ter avaliado o interesses dos seus acionistas, funcionários, clientes e do projeto corporativo da empresa.

Sobre essa transferência, o Grupo Planeta afirmou que a mudança de sua sede não irá exigir uma grande realocação dos funcionários, tendo em vista que a empresa já conta com várias sedes operacionais em diferentes regiões da Espanha.

No ano de 2012, José Manuel Lara Bosch, presidente do grupo na época, já havia afirmado publicamente que caso a Catalunha tentasse se tornar independente, o Grupo Planeta abandonaria a região e iria para Madri, Zaragoza ou Cuenca. Três anos depois, com o falecimento de José Manuel Lara Bosch, o seu herdeiro e atual líder da empresa, José Creuheras, declarou que respeitaria o posicionamento do antigo presidente em relação ao tema.

A mudança de sede do Grupo Planeta é apenas uma entre as várias grandes companhias da Catalunha como a Abertis, Caixabank, Banco Sabadell e Gas Natural Fenosa que já anunciaram medidas semelhantes no decorrer das últimas semanas.

Ao todo, apenas no mês de outubro, estima-se que  quase 700 empresas já mudaram as suas sedes da Catalunha  em razão do cenário de crescente instabilidade política na região. O volume de saídas é algo que nunca se viu anteriormente na história da Catalunha. Nos primeiros noves meses do ano, por exemplo, nenhuma empresa havia modificado sua sede e 38 companhias se instalaram na região nesse mesmo período.

Com isso, além das instabilidades políticas e queda acentuada no número de turistas que visitam a região, a Catalunha pode enfrentar também uma crise econômica e aumento no índice de desemprego em suas maiores cidades.