Principal grupo editorial da Espanha planeja deixar a Catalunha

O Grupo Planeta, que é o principal conglomerado audiovisual e editorial da Espanha, declarou publicamente que irá transferir a sua sede da cidade de Barcelona para a capital Madri, após a declaração unilateral de independência da Catalunha feita recentemente por Carles Puigdemont, o líder político da região.

O grupo anunciou em um comunicado oficial que essa decisão foi tomada pelo seu conselho administrativo em decorrência do cenário de insegurança jurídica cada vez mais evidenciado na região da Catalunha. Para chegar a essa decisão, o conselho declarou ter avaliado o interesses dos seus acionistas, funcionários, clientes e do projeto corporativo da empresa.

Sobre essa transferência, o Grupo Planeta afirmou que a mudança de sua sede não irá exigir uma grande realocação dos funcionários, tendo em vista que a empresa já conta com várias sedes operacionais em diferentes regiões da Espanha.

No ano de 2012, José Manuel Lara Bosch, presidente do grupo na época, já havia afirmado publicamente que caso a Catalunha tentasse se tornar independente, o Grupo Planeta abandonaria a região e iria para Madri, Zaragoza ou Cuenca. Três anos depois, com o falecimento de José Manuel Lara Bosch, o seu herdeiro e atual líder da empresa, José Creuheras, declarou que respeitaria o posicionamento do antigo presidente em relação ao tema.

A mudança de sede do Grupo Planeta é apenas uma entre as várias grandes companhias da Catalunha como a Abertis, Caixabank, Banco Sabadell e Gas Natural Fenosa que já anunciaram medidas semelhantes no decorrer das últimas semanas.

Ao todo, apenas no mês de outubro, estima-se que  quase 700 empresas já mudaram as suas sedes da Catalunha  em razão do cenário de crescente instabilidade política na região. O volume de saídas é algo que nunca se viu anteriormente na história da Catalunha. Nos primeiros noves meses do ano, por exemplo, nenhuma empresa havia modificado sua sede e 38 companhias se instalaram na região nesse mesmo período.

Com isso, além das instabilidades políticas e queda acentuada no número de turistas que visitam a região, a Catalunha pode enfrentar também uma crise econômica e aumento no índice de desemprego em suas maiores cidades.

 

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