Bitcoin, a moeda virtual que não para de se valorizar

Você sabe o que é bitcoin? Se ainda não conhece, prepare-se para mudar seus conceitos sobre dinheiro. As moedas tradicionais são fabricadas, via de regra, pelos bancos centrais de seus países (ou continente, no caso do Euro) de origem.

Sim, o bitcoin é uma moeda, mas, diferentemente das moedas que conhecemos, que precisam ser emitidas de verdade, em papel-moeda ou em moedas de metal, o bitcoin se diferencia por ser totalmente virtual.

Pois só em 2017, a moeda acumula valorização estratosférica, chegando a valer 6 mil dólares num único dia. Embora virtual, existe uma bolsa de valores dedicada a especular sobre o valor da moeda, com direito a cotações em relação a moedas do mundo “real”.

Outra diferença do bitcoin, ao compará-la a uma moeda física, é o seu processo de emissão. Se as cédulas em papel e as moedas são produzidas de acordo com as demandas recebidas nas respectivas casas da moeda, com o bitcoin o que determina sua emissão são operações matemáticas.

No caso, essas operações são uma espécie de desafio, em que computadores ligados em rede se propõem a resolver as questões. O processo, chamado de mineração, resulta em ganhos para as máquinas que solucionam os complexos cálculos, recebendo como recompensa a moeda virtual, o bitcoin.

Criada em 2009 por Satoshi Nakamoto, de quem ainda não se confirmou a identidade (seria ele também um ser virtual?), o bitcoin não deve gerar inflação, ao contrário das moedas físicas. Isso porque foi estipulado um limite de emissão de 21 milhões de unidades até o ainda distante ano de 2140.

Com o crescimento do mercado de bitcoins, alguns países já estão inclusive aceitando a moeda virtual como forma de pagamento para compras reais. Entre eles a Rússia e o Japão, que está aceitando bitcoins como forma de pagamento oficialmente desde abril de 2017.

Na contramão desses países, a China busca embarreirar o avanço da moeda virtual. Em território chinês criptomoedas (como são conhecidas as moedas virtuais) são expressamente proibidas, com medidas como proibição de atividades de câmbio e a abertura de capitais, conhecida pela sigla ICO.

Embora seja uma moeda presente apenas no mundo dos softwares, o bitcoin é regulado da mesma maneira que moedas comuns. Ou seja, é a lei da oferta e demanda que determina sua maior ou menor valorização.

 

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