5G vai sair, mas precisa de harmonia internacional para gerar impulso bilionário

Alguns anos atrás, falávamos do 3G como uma novidade. Hoje, o 4G já tornou-se mesmo normal, podemos assim dizer. De modo que, consequentemente, não haveria uma novidade nesse sentido, dentre as notícias dos tempos atuais. Todavia, há, sim, e ela se chama 5G! Ainda que não tanto falada, por enquanto, essa tecnologia já é uma realidade de fato.

Trata-se, a saber, e como a própria sigla já evidencia, da 5ª geração de internet móvel, como uma tecnologia que, desta vez, dá-se por meio do espectro de ondas ultra-curtas. E é quanto a esse espectro que trazemos a notícia da vez, uma estimativa recentemente divulgada pela indústria de telecomunicações: ele pode levar a um ganho, por parte produção econômica global, e no período dos 15 anos seguintes, que será superior à faixa dos 500 bilhões de dólares. Esse cálculo, todavia, vai depender de ser usada essa tal tecnologia para conectar tanto robôs quanto aplicações de outros tipos.

Não obstante, será necessário, antes de tudo, que os governos do mundo tomem a iniciativa de optar pela harmonização dos padrões para a concessão que envolve esse espectro de ondas milimétricas. Valendo pontuar ainda, sobre ele, que garante o transporte dos enormes fluxos de dados que são indispensáveis para que esses serviços citados mantenham-se na ativa. Essa afirmação anterior é encontrada num relatório divulgado em dezembro de 2018, pela associação da indústria GSMA.

Como visto, trata-se de uma situação que dependerá da boa vontade de cada um dos governos do mundo. Nesse caso, alguns passaram na frente e outros ainda nem se posicionaram. Entre os primeiros, podemos destacar não apenas a Coreia do Sul, mas também os Estados Unidos, posto que ambos buscaram, antecipadamente, conceder, aos operadores de telecomunicações dos seus respectivos países, esse espectro de ondas milimétricas. E, com essa colocação, devemos entender que esses dois países criaram, portanto, campos de testes para que os usos práticos voltados a essa tecnologia pudessem ser devidamente desenvolvidos.

No caso dos segundos, ou seja, daqueles países que não tomaram uma posição antecipada, uma esperança, para que eles a tomem, é a realização do encontro, no Egito, e durante 2019, de nome ‘WRC’, como é conhecida, internacionalmente, a Conferência Mundial de Radiocomunicações. Ao menos, foi essa a opinião expressa por Brett Tarnutzer, dita por ele enquanto representante da GSMA, chamando ainda, esse órgão das Nações Unidas, de “crucial” pra o objetivo já citado.

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