Empiricus orienta investidor a sempre tomar as rédeas do próprio portfólio

Há vezes em que a dúvida nos assola aqui na Empiricus: não sabemos se vamos ou se ficamos; se confirmamos ou negamos; se retemos ou deixamos ir. Dúvidas, enfim, qual de nós não as tem?

Setembro começou meio lusco-fusco, como que anunciando uma transição daquelas crepusculares, quando a tarde deixa de ser dia para virar noite. Na bolsa, o que parecia decolar deu meia volta. Os investidores fizeram opção por ativos do tipo “value”, deixando de lado aqueles com pegada mais “growth”. Fora bancos e commodities, o restante ficou no vermelho.

Como explicar sem tropeçar nos argumentos? Na Empiricus, nós tentamos! Uma hipótese está ligada à expectativa de que a economia esteja prestes a ser catalisada por meio de movimentos fiscais, o que favoreceria exatamente bancos e commodities.

Outra possibilidade aventada para justificar a mudança dos ventos especula sobre notícias veiculadas a respeito da WeWork. Segundo dizem, a empresa deve ter valuation divulgado em nível sensivelmente abaixo do imaginado inicialmente, o que teria acabado por contaminar com pessimismo papeis de perfil semelhante.

Recentemente, como a Empiricus chegou a antecipar que provavelmente aconteceria, o Banco Central Europeu – BCE jogou para baixo sua taxa de juro, reduzindo-a em dez pontos-base. Fez isso ao mesmo tempo em que retomou um antigo programa destinado à recompra de vinte bilhões de euros por mês.

Apesar de a atitude do BCE ter sido considerada pouco agressiva em relação ao que a expectativa majoritária antevia, o movimento antecipou o que viria a ser feito por outros bancos centrais pelo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Federal Reserve deve reduzir a taxa de juro em vinte e cinco pontos; espera-se mexida semelhante no Japão e também na Inglaterra.

Diante do cenário que está montado, o que nós, pessoas físicas, devemos fazer? A rigor, ninguém sabe exatamente como agir. Na Empiricus, insistimos sempre em dizer que não saber como agir é bem diferente de não agir! Em outras palavras, nenhum de nós pode se escorar no fato de que não consegue projetar o futuro com precisão cirúrgica para deixar de tomar as rédeas do próprio portfólio e direcioná-lo segundo o racional que lhe pareça mais adequado.

E também preciso lhe dizer, com o máximo de sinceridade, que as coisas serão assim mesmo daqui para a frente, quero dizer, as coisas ao nosso redor ficarão cada vez mais complexas e crescerão em opacidade, mesmo para o observador mais arguto, capacitado e iniciado nas idiossincrasias do mercado.

Isso vale para você que me lê agora… e para nós, analistas de mercado, da Empiricus e das demais casas de análise, também. Não nos superestime, por favor e para seu bem!

Estamos juntos nessa empreitada de descortinar o que vem adiante. Repito (de novo!) que o fato de o futuro insistir em permanecer onde sempre esteve (no futuro, é claro) joga um bocado de dificuldade nessa tarefa. Mas minha juvenil e incansável curiosidade não me permite deixar de tentar desvendá-lo. Prometo que conto tudo que vier a descobrir.

Allons au futur!!

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