Felipe Miranda, da Empiricus, enfatiza as expectativas em relação às transações com o ouro

Quando a China apresentou o balanço referente ao seu superávit, um verdadeiro alvoroço se estabeleceu em mercados financeiros de todo o mundo. O que foi anunciado em termos de balança comercial chinesa não atingiu os patamares esperados tanto por investidores, quanto por analistas, ressalta um dos executivos que respondem pela administração da corporação Empiricus, Felipe Miranda. Nos primeiros quinze dias de setembro de 2019, período em que o anúncio em questão foi feito, a maneira de aquecer novamente a economia chinesa foi a injeção de estímulos monetários.

Dessa maneira, o Banco Popular da China foi a primeira das instituições chinesas a lançarem incentivos dessa natureza. Vale destacar que a entidade em questão não é apenas um estabelecimento bancário convencional. É através dela que são anunciadas as regras de mercado que serão base para diversas modalidades de transações financeiras em solo chinês, assim como as que se concretizam no âmbito internacional. O superávit mencionado, de acordo com informações reportadas pelo líder da Empiricus, não satisfez os anseios de uma parcela considerável de investidores em ação no país asiático.

Diante da realidade vista no que se refere à economia chinesa, ocorreu uma especulação generalizada em relação ao que poderia ser anunciado em relação a outros países de destaque no comércio internacional. O gestor da Empiricus salienta que assim como a China, cujas exportações se mostraram menores no mês de agosto, outras nações sofreram com o desempenho deficitário da economia. Não apenas as comercializações teriam afetado o cenário global econômico. Em relação ao que foi divulgado sobre os Estados Unidos, por exemplo, a alta do desemprego teria respondido por uma instabilidade na balança comercial do país.

A regulação das economias mencionadas, conforme esperam especialistas financeiros, pode ocorrer se forem aplicadas taxas de juros menores. Tal expectativa teria norteado os passos dos investidores nos períodos iniciais de setembro, esclarece o co-CEO da Empiricus. Desse modo, começou-se uma intensa demanda por ações livres dos pagamentos de yields. O ouro também foi mais procurado, seguindo uma tendência que já instalada desde o início de 2019. O que se tem visto entre os compradores reflete a espera por uma elevação do valor de metal para a venda, podendo favorecer quem já estiver precavido, reporta Miranda.

Ainda que a economia tenha se mostrado conturbada no início do segundo semestre, em face do relacionamento de maiores cobranças por parte dos Estados Unidos, a China tem se mostrado prevenida quanto a uma possível alta do dólar. O empresário que comanda a Empiricus informa que o governo chinês se preocupa em estocar o metal em quantidade suficiente para o largo uso em um momento de necessidade. Essa precaução pôde ser percebida quando do anúncio de que o país conseguiu estocar 100 toneladas. Esse volume, contudo, poderá ser aumentado até o final do ano, visto que a quantidade anunciada diz respeito somente até o mês de setembro. O risco de alta do ouro é uma hipótese que não deve ser ignorada, enfatiza Miranda, valendo-se do que tem projetado o mercado financeiro. O receio de que o metal suba em sua valoração.

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